José Dirceu e a justiça: definições de Aristóteles e o caso prático

Por Lucas Tófoli Lopes

Já falamos por aqui sobre os símbolos da justiça e suas diferentes acepções.

É uma discussão filosófica relevante, afinal, a gente vive falando coisas como “tal decisão foi justa/injusta”.

Aproveitando, está em pauta a manutenção ou suspensão das prisões preventivas dos detidos na Operação Lava Jato. Em decisão do STF, José Dirceu foi solto. Será que esse entendimento vai se aplicar a mais gente? Podemos dizer que essa decisão foi justa ou não?

Na filosofia antiga, dos gregos clássicos, a justiça era política. Na ideia de Platão, não poderia haver um homem justo numa pólis injusta. Portanto, quem é justo não é o indivíduo, mas sim, a sociedade.

Aristóteles, discípulo de Platão, foi além. Ele considera o homem um “animal político”, nasce envolvido numa comunidade e não pode viver sem ela.

A partir desse pressuposto, Aristóteles desenvolve seu conceito de justiça. Mais de 2.000 anos depois, essas categorias podem muito bem serem aplicadas aos nossos desafios atuais.

Infografico: Lucas Tófoli Lopes/Direito ao Ponto. Fonte: “Filosofia do Direito”, Alysson Leandro Mascaro

Frente a essa reflexão, o que você acha? O Supremo tomou a decisão correta ao libertar o ex-ministro José Dirceu?